30/11/2013
Isto explica o crescimento do Jersey

Há sete anos, pesquisadores americanos do Laboratório de Programas de Melhoramento Animal (AIPL – na sigla em Inglês) publicaram um estudo sobre a longevidade de vacas de leite nos Estados Unidos, mostrando que – entre todas as raças – a taxa de sobrevivência de lactação para lactação (vida produtiva do rebanho) foi muito maior para a Raça Jersey e que, na média, as vacas Jersey tem mais partos ao longo de suas vidas.

Como este estudo utilizou dados de 1980 a 2005, ele representa uma valiosa perspectiva histórica sobre a questão da sobrevivência das vacas. Não obstante, havia ficado uma lacuna sobre a situação atual das fazendas de leite americanas. Mais importante, o relatório não havia respondido uma grande questão: “O que faz com que os produtores de leite removam vacas de seus rebanhos?”.

Esta informação pode ser encontrada agora em uma série de relatórios que o AIPL começou a produzir há 4 anos, usando “categorias de destino” (permaneceu no rebanho, vendida para produção de leite, vendido para o matadouro ou morreu) e as razões descritivas para deixar o rebanho reunidas pelo Programa de Melhoramento Genético dos Rebanhos Leiteiros nos Estados Unidos. Estes relatórios trazem informações detalhadas para 7 raças de leite e 2 grupos de animais cruzados: aqueles com heterose maior que 90% (fêmeas F1) e aqueles com 50% a 90% de heterose (fêmeas F1 cruzadas com machos de uma das raças componentes).

Havia 3.850.023 vacas no Relatório de 2012, das quais 283.320 eram Jerseys. Para se ter uma ideia das tendências atuais sobre a sobrevivência das vacas e porque elas são descartadas, a Associação Americana de Criadores de Gado Jersey (AJCA – na sigla em inglês) reagrupou os dados em 2 categorias: “Jerseys” e “Todas as outras vacas”. Os resultados estão resumidos na tabela abaixo:

STATUS NO FINAL DA LACTAÇÃO    TODAS AS OUTRAS             JERSEY

Continuaram em lactação................ 67,6% ............................. 75,1%

Tiradas de produção....................... 32,4% ............................. 24,9% 

Razões não declaradas....................  9,9% .............................   7,3%

Baixa produção...............................  6,6% .............................   6,1%

Problemas reprodutivos...................  5,2% .............................   3,0%

Morte............................................  5,1% ..............................   4,8% 

Mastite ou Alta CCS........................  4,1% ..............................   3,1%

Problemas de locomoção................. 1,6% ...............................   0,5%

Conformação não desejada............. < 0,1% ............................ < 0,1%

Comportamento............................. < 0,1% ............................ < 0,1%

Nota-se claramente que as Vacas Jersey tem mais chances de continuar em produção de uma lactação para a outra. O índice total de 75,1% para as Jerseys foi 7,5% maior do que o grupo de comparação “todas as outras vacas”. Jerseys também foram as líderes entre todas as raças individuais e grupos de animais cruzados, a diferença variou de 1,2% a 7,8%.

Isto significa, por outro lado, que as Vacas Jersey tiveram um índice de descarte 7,5% menor do que “todas as outras vacas”. Não há uma razão única que separa as Vacas Jersey de “todas as outras vacas”, mas existem diferenças incrementais através das categorias que representam uma taxa de descarte significativamente menor para o Jersey. O perfil geral é muito positivo. As Vacas Jersey tem melhor reprodução, menos mastite e menos problemas com pés e pernas. 

O estudo de 2012 é bastante parecido com os estudos anteriores postados no site do AIPL. Desde o primeiro, as Vacas Jersey tem a mais alta taxa de permanência nos rebanhos e a menor taxa de descarte. A diferença média é de 7,5%, variando de 7,1% (em 2007-2008) até 8,0% (em 2010). 

É importante destacar que estas pesquisas representam o que está acontecendo em milhares de rebanhos americanos ao redor de todo o país, com seus diferentes climas, usando diferentes tipos de alimentação, com as variações de alojamento e de sistemas de ordenha, além de diferentes programas de acasalamentos e gerenciamentos.

Estas informações explicam o crescimento da Raça Jersey no mundo. Elas são também o mapa para manter seu crescimento – focando as coisas que mais interessam para a rentabilidade dos produtores: produção eficiente de leite e sólidos, saúde e longevidade do 

rebanho. 



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